segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Educação 2.0


Computadores em sala de aula
Métodos de usos – Carmem Barba/Sebastià Capella

Educação 2.0

O conceito escola 2.0, busca tirar proveito dos desafios, das oportunidades e dos desejos de mudança de um número cada vez maior de educadores, que veem a tecnologia como peça chave para transformar a educação. Todavia, existem resistências e interesses para que não se mude nada relevante. O maior desafio que a escola de hoje enfrenta é preparar os jovens para viver na sociedade da informação.

A revolução digital, transforma radicalmente a forma como produzimos, codificamos, armazenamos, reproduzimos e comunicamos a informação e de como essas mudanças significam oportunidades sem precedentes para a educação, oportunidades que a escola não pode desperdiçar. As tecnologias da informação e da comunicação são o sistema nervoso da nossa sociedade.
Mas antes de falar da educação e da escola, é necessário entender o que está acontecendo fora dela.

A WEB 2.0

Web 2.0 é um termo criado em 2004 pela empresa americana O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma".
O rótulo 2.0 tem se popularizado tanto que seu significado começa a ser ambíguo. Mas a verdade é que o termo caiu na imaginação popular. Prova disso, são os 120 milhões de resultados que aparecem no Google se procurarmos “Web 2.0”.
A web 2.0 é utilizada para designar outro lançamento em que os usuários, anteriormente passivos, assumem um papel central. Assim, simplificando muito, o jornalismo 2.0 é aquele em que os leitores participam ativamente da criação dos conteúdos e a biblioteca 2.0 é aquela em que não só são consultadas obras, mas também, são oferecidos meios digitais para a criação de artefatos culturais aos usuários. O rótulo 2.0 costuma está relacionado a serviços que promovem a participação e a produção de valor por parte dos usuários ou consumidores.
A Web 2.0 é a rede como plataforma, estendendo-se a todos os dispositivos conectados: as aplicações Web 2.0 são aquelas que utilizam a melhor das vantagens intrínsecas desta plataforma.
A Web 2.0 propõe uma arquitetura e uma visão dos interesses e das necessidades dos usuários muito diferentes.
O aumento da banda larga permitiu ampliar bastante o tipo de meios que é possível distribuir pela internet via web. Além de textos (com lincks) e imagens, agora temos áudio, vídeo, mapas interativos, streams ou fluxos de informação de diversos formatos em tempo real (como TV ou música), serviços interativos de comunicação (chat, etc.), ferramentas para criar em rede conteúdos de todo tipo e muitas outras formas de criar, organizar e difundir a informação.
Tem havido uma explosão na quantidade de informações disponíveis em rede, o que tem exigido o uso de bases de dados e servidores potentes para administrá-las adequadamente.
Essas informações já não são fornecidas unicamente pelo administrador do site. Muitos serviços na realidade são base de dados que armazenam e organizam as informações adicionadas pelos próprios usuários: as fotografias dos Flickir, os vídeos do You Tube, os blogs do Blogger ou wordpress, etc., são colocados nestes serviços pelos usuários.
Os usuários que acessam esta informação dispõem de sistemas para comunicar e interagir entre si em relação aos objetos que partilham ou acessam.

A web como plataforma

O aspecto mais revolucionário da Web 2.0 seja o fato de que na informática de escritório, em que os documentos e aplicativos dos usuários estão armazenados em seus computadores, a web transformou-se na plataforma informática padrão. Ou seja, tanto o aplicativo quanto os documentos são guardados “na nuvem”, ou seja, na rede. A principal implicação é que o usuário só necessita de um computador não muito potente, mas com bom acesso à rede, para poder trabalhar. O software fica hospedado na internet e é acessado por um simples navegador (browser).
Antes, para elaborar um texto era necessário um computador com um sistema operacional e um aplicativo de edição de textos. Além disso, se o documento era elaborado entre várias pessoas, era necessário enviar por e-mail cópias atualizadas a todas elas depois de cada modificação. Depois de diversas etapas, a gestão das mudanças e as versões do documento eram um verdadeiro embrulho. A solução ideal é que o documento seja único, acessível em rede e com sistema de gestão dos participantes (para evitar a edição simultânea). As aplicações como Google Docs permitem criar e administrar documentos do texto, apresentações, calendários e planilhas eletrônicas hospedadas em seus próprios servidores na rede com aplicativos hospedados também na rede. Só é necessário um navegador para internet e uma conta grátis no Google.
Outra consequência de a web ter se transformado na plataforma informática é que todos nossos software e documentos estão disponíveis a toda hora e em todo lugar e por meio de uma grande variedade de dispositivos.
O acesso de qualquer lugar à internet tem propiciado o surgimento de novos tipos de aplicativos. Os usos educativos deste tipo de aplicativo ainda não foram bem explorados.



A web da leitura e escrita

Um aspecto essencial da Web 2.0 e que diferencia da Web 1.0 é a facilidade com que os usuários agora podem se tornar criadores de conteúdos.
Pensamos agora na “blogosfera”, o sistema formado por todos os weblogs ou blogs da internet e suas interconexões. Abrir um blog na internet é uma questão de minutos, colocando à disposição de qualquer usuário nossos textos e imagens, ideias e conceitos, críticas e opiniões. Só é necessário seguir as instruções dos sites que oferecem de graça. Essa é a causa da existência de milhões de blogs que funcionam, isoladamente, como pequenos meios de comunicação de massa, direcionados para um público determinado ou de forma coletiva, mediante suas conexões, como um universo de discurso. Os blogueiros da internet são ao mesmo tempo leitores e autores, consumidores de informação e criadores de conteúdo.
É verdade que o aumento de canais de comunicação e o fato de qualquer um poder ver sua obra divulgada na internet muda o sistema tradicional de publicação e difusão da informação. Hoje, o controle de qualidade está (ou deveria estar) no receptor, não no emissor, como supostamente ocorria no passado.

Mídias, Inovação e Adaptação.

Nós como educandos acadêmicos do século XXI, temos que estar abertos para nos
Apropriarmos, com a constante evolução das tecnologias que vem avançando sistematicamente, inclusive na sala de aula.
As TIC abre a escola para o mundo permitindo atender à diversidade tecnológica num mundo tão complexo.
O mundo vive em constantes mudanças que estão sendo produzidas em todos os níveis relacionados à informação e ao conhecimento.
Devido a esse crescimento exacerbado especificamente nas áreas nas áreas tecnológicas, exige mudanças importantes e urgentes que sejam úteis ao nosso aprendizado.
Nós vivemos conceitos pré estabelecido de que à educação tem que ser arcaica, sem precisar de novas descobertas tecnológicas inclusive em algumas escolas que vem “puxando” resquícios do passado. Como afirmava o autor francês Émile Durkheim que era extremamente conservador e que o ser humano não precisava de mudanças significativas tinha que seguir aquela linhagem conservadora.
Mas para outros historiadores da educação a sociedade a sociedade não está vinculada à regras pré estabelecia, mas em constante evolução e desenvolvimento.
José Carlos Libâneo (2004).
Vivemos uma revolução tecnológica. Seus sinais estão por todas as partes, inclusive em algumas escolas. E como toda revolução há um período de agitação e caos em que as “velhas estruturas” fracassam e vem por terra. Mas ainda não se vislumbra claramente o que ou quem irá substituí-las.
Mas à revolução também gera resistência. Algumas delas inflexíveis.
Entretanto à revolução digital, é uma transformação radical da forma como produzimos, codificamos, armazenamos, reproduzimos e comunicamos à informação.
A utilização de recursos tecnológicos e das mídias na educação vem sendo um assunto em constantes discussões nas últimas décadas. As novas linguagens trouxeram para a educação desafio e reflexões para a prática pedagógica. Junto a isso a escola vem enfrentando severas críticas por não atenderem essas necessidades, sendo assim tornam-se “alienantes”. Percebe-se um descompasso entres os interesses docentes aos discentes, resultando dessa forma no comprometimento da qualidade de ensino. O processo de desenvolvimento dos recursos tecnológicos no âmbito escolar deveria proporcionar uma utilização de maneira correta e ordenada para o desenvolvimento educacional, e considerando que educadores e educandos podem construir coletivamente essa aprendizagem em caráter efetivo.
À “educação desenvolve as faculdades, mas não as crias”.
Voltaire.
A internet como biblioteca

Na continuidade o autor explica a quantidade dos recursos que a internet oferece para facilitar a produção do aprendizado através dos materiais disponíveis na rede. São dados como exemplos:
a)      Ter uma aula de inglês numa visita ao museu britânico;
b)      Poder ler fac-similes históricos;
c)      Consultar estatísticas oficiais;
d)     Ler os clássicos nas bibliotecas virtuais;
e)      Ver as fotos da NASA.

Com esses exemplos é justificada a utilização da internet nas escolas.
Ele chama a atenção para alguns docentes que utilizam a internet como um “livro didático on-line” onde numa página ou num site esta tudo que o aluno precisa saber sobre determinado assunto. E na verdade deve ser feito é a procura de materiais autênticos que possam ser utilizadas em trabalhos (pesquisas, projetos).
É sim uma fonte de conhecimentos escolar mais não substitui os livros. 
É um recurso que oferece ao aluno a possibilidade de obter visões diferentes sobre um mesmo assunto, com isso ele pode analisar, valorizar e integrar as informações : esta é a essência da construção do conhecimento.
Quando a internet é utilizada como fonte de informações diversas e de recursos selecionados por seu valor educativo ela pode trazer benefícios como uma biblioteca de recursos. Há projetos que utilizam esse recurso.


A internet como imprensa

Aqui são descritos e definidos pelo autor todas as atividades nas quais se utiliza a rede como um elemento de motivação onde os estudantes podem gerir e divulgar suas produções digitais.
Qualquer que seja o produto: textos, imagens, apresentações, músicas, vídeos, links de acesso, etc. ele pode compartilhar com a família, amigos, comunidade, em lugares distantes.
O ato de publicar algo que foi criado e elaborado da um novo significado, porque se torna conhecido, ao contrário do papel que fica esquecido numa gaveta.
Quando se publica o resultado de um trabalho do estudante há reconhecimento da escola e de suas atividades.
Mostram o processo de como esta sendo gerado o aprendizado. Devem também ser mostradas as habilidades que são necessárias para a produção do tipo de formato que foi utilizado ( o vídeo, a música, etc..)
Com isso está sendo demonstrado que ser um usuário da internet está muito além do simples consumo de informações, daquele que navega a esmo ou só para se comunicar com amigos.
E numa sociedade em que os meios de comunicação de massa estão em poder de alguns poucos grupos econômicos, a internet torna-se um dos poucos meios de expressão do cidadão comum.
Os blogs são ferramentas que facilitam a publicação e a comunicação pessoal, muito além do discurso dominante. 
     
A Internet como canal de comunicação

A internet como canal de comunicação, aglutina as atividades realizadas (professores e alunos) de diversas escolas e, inclusive, de diversos paí­ses, que utilizam a internet para se comunicar entre si e para trocar informações. Ela implica uma forma diferente de trabalho colaborativo em que a perspectiva de construção coletiva do conhecimento adota a forma mais expli­cita.
A Internet como “storytelling” (“ contar histórias ”)
A internet como storytelling, se baseia na disponibilidade de ferramentas que facilitam o trabalho com a informação em múltiplos formatos (textos, audios, ví­deos, etc.), em coletar essas informações de maneira inovadora e comunicar de maneira global, permitindo elaborar relatos multimí­dias de forma colaborativa e participar em um discurso coletivo.

A Educação 2.0

Além das metáforas gerais sobre os possíveis usos educativos da internet, a postura em educação significa quebrar o isolamento tradicional, as escolas como ilhas, para transforma-las em nossas de redes diversas: redes locais e internacionais, redes de aprendizado para alunos e de desenvolvimento profissional para os professores. A educação 2.0 não significa unicamente a utilização das novas ferramentas para o aprendizado dos conteúdos.


                                                         Mapa Conceitual



Seminário apresentado por  Ana Maria,   Margareth Figueirôa,    Mariana Esaú    e    Mayara Siqueira em 03/12/2012, na aula de Tecnologia da Informação e da Comunicação do Professor Fernando Pimentel.

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